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Município

Italianos

Publicado em 14/11/2014 às 08:22 - Atualizado em 19/02/2019 às 10:41

Borgo Valsugana é a principal cidade do vale Valsugana a 38 km da cidade de Trento. Foi na época romana, um importante centro militar ligado a Trento, Feltre e outras cidades da costa leste, como Trieste, Padova e Veneza, pela via Paolina. Neste vale situam-se a maioria dos pequenos lugarejos (países, como são chamados na Itália), de onde vieram os imigrantes italianos do vale do Itajaí em Santa Catarina.


Em decorrência do contrato firmado, em 1874, entre o governo imperial brasileiro e Joaquim Caetano Pinto Júnior, foram fundadas, a partir de 1875, Rio dos Cedros, Rodeio, Ascurra e Apiúna, em torno da colônia Blumenau.


Em 1923, imigrantes italianos e seus filhos, vindos de Tirol (norte da Itália), de Rodeio, e Ascurra se estabeleceram e colonizaram Santa Maria, Pinheiros, Ribeirão do Campo e Rio Ferro.


Os imigrantes italianos foram recebidos com certa reserva e suspeita por parte de políticos e administradores brasileiros. Tinham fama de desordeiros de baixa índole, enquanto, os alemães eram bem vindos, por seu amor a terra. Sofreram com tal reserva, aliando-se a este fato o ostracismo por parte dos governos italiano e austríaco, falta de proteção na viagem e o despreparo das colônias que os receberam. 
Extremamente religiosos, a fé mantinha-os unidos uns com os outros e com o Deus Supremo. O trentino sentia orgulho de suas igrejas que reverenciavam Deus e de seus sinos anunciando as orações. Apesar da solidão e isolamento não perdeu a fé que trazia enraizada no fundo de seu íntimo.


As dificuldades, aos poucos, foram vencidas. A má fama, aos poucos se perdeu. O progresso começou a surgir, e com ele as construções e os as plantações.


Ainda nos primeiros tempos, enfrentavam problemas com o beneficiamento do milho e do arroz. A polenta, a base de farinha de milho, costume trazido de Trento, foi aos poucos se tornando a principal alimentação.

 

Curiosidades

Era característica dos trentinos, mesmo de quando viviam na Europa perto de hospitais, buscar a cura através das ervas e benzeduras. 
Como não havia moinhos para a moenda e o custo para a sua construção era alto, os colonos andavam quilômetros a pé para moer o próprio milho.